A aplicação da estatística no direito e o conceito de direito visual podem ser ferramentas poderosas para escritórios de advocacia. O judiciário e os escritórios de advocacia estão dando um novo passo na era digital do direito por meio do legal design e do visual law. Legal design é a interação entre design, tecnologia e direito proposta pela professora Margaret Hagan da Stanford Law School. Para ela, “é uma proposta inovadora para aprimorar um documento jurídico, produto, serviço, política ou organização”.

Ainda há certa confusão entre o legal design e o visual law. Mas, como a própria citação de Hagan informa, o legal design é a reformulação dos serviços jurídicos com foco na resolução do problema do destinatário final, seja ele o juiz, as partes, os promotores etc.

Já o visual law é a parte do legal design que utiliza técnicas visuais e de linguagem para facilitar a comunicação nos documentos jurídicos. Um estudo de 1986 da Universidade de Minnesota (EUA) descobriu que apresentações com recursos visuais eram 43% mais persuasivas. A Universidade de Rhodes observou em 2005 que documentos que usam elementos visuais são 95% mais fáceis de entender.

O visual law combate o que popularmente ficou conhecido como “juridiquês”. Não apenas o emprego de palavras rebuscadas, o uso de expressões em latim e a prolixidade de grande parte do meio jurídico, mas também do padrão que há anos vem sendo utilizado nos documentos jurídicos, com o uso quase que exclusivo de textos, com várias e extensas citações às legislações, doutrinas e precedentes dos tribunais, nem sempre atuais.

É também por isso que se diz que o Direito Visual deu início ao processo de verdadeira democratização da justiça, pois busca uma linguagem mais acessível a todos, o uso de textos mais concisos e diretos e o uso de diversas imagens visuais. Tecnologias como aplicação de imagens, infográficos, vídeos, linhas do tempo, QR Codes e outras ferramentas para melhorar a experiência do usuário.

A utilização de técnicas do visual law é muito benéfica tanto para litigantes como para juízes, assegurando a aplicação dos princípios da razoável celeridade e duração do processo, pois as partes mais objetivas e enxutas, que não põem em dúvida o seu conteúdo, as decisões serão ser feita com cada vez mais confiança.Identifique quem deve ser o alvo da ação e reduza o número de apelos para esclarecimentos ou mesmo reforma.

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